A cólica menstrual pode ser influenciada pela genética?

A cólica é um dos muitos sintomas sofridos por nós durante o período menstrual. Também chamada de dismenorreia, ela atinge cerca de 50% a 90% das mulheres em idade reprodutiva e pode ser classificada em primária e secundária¹.

Mas será que a intensidade dessa dor pode ter relação com a genética? A resposta é sim! O assunto já foi tema de muitos estudos, que concluíram que a genética também pode influenciar na prevalência e gravidade da cólica menstrual¹.

Mas, além disso, existem outros fatores que influenciam na dismenorreia, como fumar, ter um fluxo menstrual muito intenso ou ser muito nova¹.

Quando a cólica menstrual é influenciada pela genética?

É importante ressaltar que existem dois tipos de cólica menstrual: a dismenorreia primária, menos grave e mais comum; e a dismenorreia secundária, que é mais intensa e tem relação com doenças ou má formações do sistema reprodutor. E é aí, na dismenorreia secundária, que costuma existir a influência da genética¹.

Um dos principais motivos para essa cólica menstrual intensa é a endometriose, uma doença que tem a ver com a formação do endométrio fora da região uterina. Além de causar dolorosas cólicas, a endometriose pode ter sintomas como dor durante a relação sexual, ou ainda dores e sangramentos intestinais e urinários durante a menstruação².

Por que a genética influencia na cólica menstrual?

Cada vez mais estudos comprovam a relação entre cólica menstrual e genética, principalmente nos casos de endometriose. Apesar de os estudiosos ainda não saberem exatamente como se dá essa transmissão genética, sabe-se que ela está relacionada a diversos genes, em que cada um é responsável por um pouquinho dos riscos da doença².

Diversos estudos comprovaram também que a cólica menstrual intensa é de 3 a 9 vezes mais comum de acontecer em uma mulher se a mãe dela sofrer de endometriose –- a mesma relação acontece entre irmãs².

Cólica menstrual intensa é coisa séria

Sim, a cólica menstrual é normal na vida da mulher. Ela só não é normal quando for intensa, grave e acompanhada de sangramentos irregulares. Nesse caso, é muito importante procurar um ginecologista e verificar a razão do problema, principalmente se essa dor intensa for comum nas mulheres da família.

Endometriose é coisa séria, mas com o acompanhamento médico fica bem mais fácil contornar a cólica menstrual e viver tranquilamente, livre de dores. ;)

A cólica é um dos muitos sintomas sofridos por nós durante o período menstrual. Também chamada de dismenorreia, ela atinge cerca de 50% a 90% das mulheres em idade reprodutiva e pode ser classificada em primária e secundária¹.

Referência:

1) Frare JC, Tomadon A, Silva JR. Prevalência da dismenorreia e seu efeito na qualidade de vida entre mulheres jovens. Rev Bras Ciências da Saúde. 2014;12(39): 15-20.

2) Bellelis PK, Podgaec S, Gonzales M, et al. Aspectos epidemiológicos e clínicos da endometriose pélvica - uma série de casos. Rev Assoc Med Bras 2010; 56(4): 467-71.