Anticoncepcional x dor de cabeça: entenda essa relação 

A pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos mais eficientes e utilizados no mundo todo, sendo um dos preferidos das mulheres brasileiras. Como as pílulas possuem composições hormonais variadas, as mulheres que utilizam esse método podem sentir diferentes sintomas, entre eles a dor de cabeça¹. Mas, como explicaremos adiante, isso vai depender de cada caso – algumas, inclusive, apresentam melhora dos sintomas com o uso da pílula.

Veja quatro situações possíveise entenda a relação entre anticoncepcional e dor de cabeça!

♥ Situação 1: a mulher sente dor de cabeça antes/após a menstruação e o anticoncepcional agrava

A ocorrência de cefaleia (o nome científico das dores de cabeça) pode estar relacionada com o uso de anticoncepcional. A explicação para isso é que as dores de cabeça sentidas pelas mulheres geralmente estão ligadas às variações hormonais que ocorrem no nosso organismo durante o ciclo menstrual – principalmente a alteração nos níveis de estrogênio, que é um dos componentes da pílula¹,².

Nesse caso, o anticoncepcional pode agravar os sintomas já existentes e pode ser necessária a troca da pílula por uma com menores doses de hormônio¹.

♥ Situação 2: a mulher passa a sentir dor de cabeça após tomar o anticoncepcional

Se você não sentia dor de cabeça antes de tomar o anticoncepcional e agora sente, isso pode ser um indicativo de que o remédio está entre as causas das dores. Estudos recentes indicam que as mulheres são as mais afetadas pelas dores de cabeça do tipo primário, como as enxaquecas, e a pílula está entre os fatores determinantes para esse sintoma².

Portanto, se você notar sintomas como dor de cabeça após iniciar o tratamento com anticoncepcional, converse com seu médico!

♥ Situação 3: a mulher sente menos dor de cabeça tomando o anticoncepcional

Alguns especialistas apontam que o uso de anticoncepcional em tratamento contínuo pode melhorar a dor de cabeça causada pela menstruação². Como esse anticoncepcional é tomado em regimes de 28 pílulas, não há pausa para a descida do fluxo menstrual e, portanto, não ocorrem tantas alterações nos níveis hormonais³.

Isso vem promovendo significativa melhora nos desconfortos que acometem as mulheres nesse período, como a cefaleia, a dor nos seios e as cólicas menstruais⁴.

♥ Situação 4: a mulher usa o anticoncepcional e não sente dor de cabeça

E, é claro, existe uma quarta possibilidade, que é você usar o anticoncepcional e não sentir dor de cabeça. Isso indica que você e seu médico acertaram na escolha e optaram pela pílula que melhor combina com o seu organismo!

Observe os seus sintomas com atenção!

Embora ainda não exista um consenso sobre a relação entre a pílula e a dor de cabeça, o que já se sabe é que o uso de anticoncepcional pode causar ou agravar a cefaleia já existente e, em alguns casos, promover o alívio desse sintoma – tudo vai depender da fisiologia de cada pessoa e da composição do anticoncepcional escolhido².

Portanto, o mais indicado é analisar se você já sentia a dor de cabeça antes do início do tratamento e se o período em que ela ocorre está relacionado com o fluxo menstrual. Com essas informações em mãos, você deve procurar um especialista para indicar o tratamento correto (que pode envolver a troca ou a descontinuação do anticoncepcional).

Como as pílulas possuem composições hormonais variadas, as mulheres que utilizam esse método podem sentir diferentes sintomas, entre eles a dor de cabeça¹.

Referências:

1 – Bahamondes L, Pinho F, Melo NR, et al. Fatores associados à descontinuação do uso de anticoncepcionais orais combinados. Rev Bras Ginecol Obstet. 2011;33(4):303-9.

2 - Pahim LS, Menezes AM, Lima R. Prevalência e fatores associados à enxaqueca na população adulta de Pelotas, RS. Rev Saúde Pública. 2006;40(4):692-8.

3 – Silva WF, Neto JC, Albuquerque E, et al . Cefaléias primárias e hormônios sexuais femininos. Migrâneas cefaléias. 2003;6(1):4-8.

4 – Machado RB, Magalhães J, Pompei LM, et al. Anticoncepcionais orais combinados em regime estendido [Internet]. FEMINA. 2011 [Acesso em 22 Nov 2016]. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2011/v39n10/a2961.pdf