Pílula do dia seguinte: como funciona?

Um dos métodos contraceptivos emergenciais mais utilizados, a pílula do dia seguinte (e o modo como ela funciona) ainda intriga muitas mulheres. Composta por doses elevadas de hormônios, essa pílula não deve ser administrada regularmente e é indicada somente para casos realmente emergenciais¹.

Quer entender melhor como funcionam as pílulas do dia seguinte e quais as suas contraindicações? Para te ajudar, separamos tudo que você precisa saber sobre esse método!

Pílula do dia seguinte: o que é e quando pode ser utilizada?

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência. Ou seja, é uma forma de evitar uma gravidez indesejada em casos de relação sexual sem outro tipo de proteção - como pílula anticoncepcional e preservativo feminino ou masculino (camisinha).

Também pode ser administrada quando ocorrerem problemas com o método regular utilizado - exemplos são o esquecimento de uma ou duas pílulas anticoncepcionais ou quando há o rompimento/uso incorreto do preservativo feminino ou masculino.

Por conter doses elevadas de hormônios, é extremamente importante ressaltar que o uso da pílula do dia seguinte é restrito a casos de emergência. Ou seja, não é indicado o seu uso contínuo ou como um método contraceptivo regular, principalmente pelo fato de que quanto mais vezes ela for utilizada, menor será a sua eficácia¹,².

Como funciona a pílula do dia seguinte?

Indicadas somente em casos de emergência, as pílulas do dia seguinte podem ser administradas em até 72h após a relação sexual. No entanto, o ideal é que sejam utilizadas nas primeiras 12h. Após esse período, a sua eficácia começa a diminuir.

Mas, e como funciona a pílula do dia seguinte no organismo? Sabe toda a preparação que o seu corpo teve para a possibilidade de uma fecundação? Então, a pílula do dia seguinte acaba com tudo isso, alterando o endométrio e prevenindo a implantação do óvulo.

Por ser administrado após a relação sexual, muitas mulheres acreditam que esse se trata de um método abortivo, o que não é verdade. A pílula do dia seguinte não interrompe uma gravidez já estabelecida - ou seja, quando o óvulo já foi fecundado e implantado no endométrio¹,².

A pílula do dia seguinte faz mal?

Apesar de contar com doses muito altas de hormônios, o que pode causar uma confusão no organismo da mulher, a pílula do dia seguinte não apresenta riscos, exceto em casos de suspeita de gravidez. Além disso, pode apresentar alguns efeitos colaterais, como:

- Náuseas: podem ser evitadas ao tomar a pílula com as refeições ou antes de dormir.
- Vômitos: caso aconteça até 2h após a ingestão da pílula, a dose deverá ser repetida.
- Sangramento uterino irregular: na maioria dos casos, o ciclo menstrual fica alterado, com a possibilidade de adiantar ou atrasar a menstruação¹.

Caso você sinta qualquer outro tipo de efeito ou sua menstruação atrase por mais de uma semana, procure um médico. E lembre-se: a pílula do dia seguinte só pode ser utilizada em casos emergenciais e quanto mais contínuo for o seu uso, menor será a sua eficácia¹.

E lembre-se: Visite regularmente o seu ginecologista!

Por conter doses elevadas de hormônios, é extremamente importante ressaltar que o uso da pílula do dia seguinte é restrito a casos de emergência.

Referências:

1) Amado CR, Leal MM. Anticoncepção de emergência na adolescência. RBM [Internet]. [Acesso em 05 de maio de 2016]. Disponível em: http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=1403&fase=imprime.

2) Borges ALV, Fujimori E, Hoga LAK, et al. Práticas contraceptivas entre jovens universitários: o uso da anticoncepção de emergência. Cad. Saúde Pública. 2010 abr; 26(4):816-826.