Título:  Menstruação x Trabalho

Para começarmos este texto, precisamos lembrá-las de que existem duas realidades que fazem parte das vidas de muitas mulheres ao redor do mundo: o trabalho e a menstruação.

Sim, sabemos que várias outras realidades também deveriam entrar nessa lista, como a maternidade, a autoestima, o casamento, os amigos etc.
Porém, vamos falar aqui apenas destes dois cenários, pois quando ocorrem simultaneamente, eles podem vir cercados de dificuldades, vergonha, preconceito e dor.  

Geralmente, durante o período menstrual, nós vivemos a sensação de estarmos a bordo da montanha russa mais cheia de altos e baixos do universo, e essa alteração emocional pode ser percebida por todos a nossa volta, inclusive — e talvez principalmente — pelos colegas de trabalho.

Podemos considerar que não há problema algum nisso, uma vez que a menstruação é um processo natural do corpo feminino, porém, a questão aqui é que quando uma mulher tem alguma atitude mais assertiva ou enérgica na condução de um projeto ou com algum membro da equipe, por exemplo, é certeza que nos corredores do escritório alguns comentários do tipo “ela é difícil quando está naqueles dias”, “não dá para conversar quando ela está na TPM”, entre outros, poderão ser ouvidos.

Além disso, devido ao preconceito e a falta de informação, as cólicas menstruais, muitas vezes são “mascaradas” como simples dores de cabeça, caso algum colega pergunte se está tudo bem. 

Não podemos deixar de falar aqui da experiência de ir correndo ao banheiro com um absorvente escondido na necessaire ou quando alguma colega do escritório pede um absorvente emprestado; esse processo é feito de forma tão discreta e rápida que até os mais atentos nem percebem toda a movimentação.

É muito difícil falar sobre esse tema em um ambiente onde — na maioria das vezes — a empatia não existe.

A questão que queremos levantar aqui é a seguinte: Como mudar esse cenário dentro das empresas?

Acreditamos que, antes de mais nada, é preciso naturalizar a menstruação também dentro do ambiente corporativo.

Chamar as mulheres que trabalham na empresa, questioná-las sobre as principais dificuldades que elas encontram dentro daquele ambiente durante o período menstrual, pode ser um grande passo. Para isso, é necessário que os gestores — principalmente os de recursos humanos — estejam realmente dispostos a mudar esse cenário, pois, dependendo da cultura da empresa, uma grande revolução poderá acontecer.

Algumas empresas, inclusive no Brasil, já apostam em uma folga mensal para que as mulheres possam cuidar de si durante esse período, independentemente se ele vem acompanhado de dores ou não.

O Japão foi o primeiro a lançar uma legislação para a licença menstrual em 1947 — embora muitas trabalhadoras não façam uso deste direito por temerem preconceito do mercado de trabalho.

Na Rússia, a licença menstruação não foi aprovada, uma vez que o texto deixou algumas feministas muito desconfortáveis — e com razão — ao afirmar que a licença era merecida devido ao “desconforto emocional” e a “diminuição de competência”. ¹

Embora no ambiente corporativo ainda não exista uma empatia referente a este tema, uma mulher geralmente consegue notar quando a colega de trabalho está menstruada e, então, cria-se uma espécie de coletividade feminina, contudo, isso acontece de forma muito sutil — e muitas vezes sigilosa — que muitas de nós nem nos damos conta de todo esse movimento. E é exatamente nesse ponto que precisamos mudar, devemos parar de cochichar e usar eufemismos quando falamos sobre a menstruação em nossos ambientes de trabalho.

Sabemos que juntas somos mais fortes!

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Referências: 1: Projeto Colabora - Folga por conta da menstruação: países e empresas já apostam no benefício: https://projetocolabora.com.br/ods8/folga-por-conta-da-menstruacao-paises-e-empresas-ja-apostam-no-beneficio/  2. Mendes GD, Mendes FD, Domingues CC, et al. Comparative bioavailability of three ibuprofen formulations in healthy human volunteers.Int J Clin Pharmacol. 2008; 46 (6), 309 – 318. 3. Bula do paciente Buscofem® [Internet]. 19.fev.2019 [Acesso em 18.Mar.2019]. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=4278942018&pIdAnexo=10561726

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